Quando a política busca
blindagem, a Bíblia exige justiça: o voto como ato espiritual e ferramenta
contra a impunidade.
A PEC da Blindagem se
choca diretamente com os princípios de governo encontrados nas Escrituras.
Enquanto a Bíblia enfatiza a justiça, a prestação de contas e o serviço ao
povo, a PEC é vista como um mecanismo que fortalece a impunidade e enfraquece a
responsabilidade.
A Justiça que Eleva ou o
Pecado que Afunda
A Bíblia é direta: "A
justiça eleva a nação, mas o pecado é a desgraça dos povos"
(Provérbios 14:34). Não há futuro para um povo governado pela injustiça. Quando
líderes legislam em benefício próprio, como a PEC da Blindagem propõe, o
resultado é o rebaixamento moral e político de toda a sociedade. A justiça
dignifica, mas a impunidade institucionalizada corrompe desde a base. É
exatamente isso que está em jogo: permitir que os próprios suspeitos decidam se
podem ou não ser investigados.
Autoridade Divina e a Escolha
Democrática
A passagem de Romanos 13:1-7
ensina que a autoridade é instituída por Deus para "manter a ordem e punir
o mal". Em um sistema democrático, essa autoridade é conferida pelos
cidadãos por meio do voto popular. Ou seja, a instituição da autoridade tem um
propósito divino, mas o povo é o instrumento pelo qual essa autoridade é
delegada a representantes específicos.
A PEC da Blindagem, no entanto,
parece inverter essa ordem. Em vez de a autoridade ser usada para punir o mal,
ela pode ser usada para se proteger dele. Ao "blindar" os
parlamentares, a proposta cria um mecanismo que impede que os "ministros
de Deus" — eleitos pelo povo — sejam responsabilizados por falhas em sua
missão de promover o bem-estar social, contradizendo a própria razão de ser de
sua autoridade. Se receberam poder, é para administrar com justiça, defender os
fracos e punir os corruptos. A PEC distorce esse princípio e transforma o
mandato em um escudo, não em uma missão.
O Modelo Bíblico: Julgar sem
Suborno, Governar sem Corrupção
A passagem de Deuteronômio
16:18-20 é contundente: "Não torcerás a justiça, não farás acepção
de pessoas, nem aceitarás suborno." O que é a PEC da Blindagem senão o
contrário disso? Um atalho para o corporativismo e a autoproteção de quem
deveria estar servindo ao povo. O Salmo 72 descreve o líder justo como aquele
que "julga os aflitos com equidade, salva os necessitados e oprime o
opressor."
A PEC, ao permitir o voto
secreto, nega a transparência e retira do cidadão o direito de saber como seu
representante votou. Esse cenário de um Congresso debatendo a autoproteção de
seus membros é o oposto do que a Bíblia propõe para a liderança.
A Parábola do Administrador
Desonesto e a Prestação de Contas
A Parábola do Administrador
Desonesto (Lucas 16) é talvez a analogia mais forte. Nela, o administrador
é chamado a prestar contas porque seu poder era temporário. O recado é claro: poder
é um empréstimo e exige prestação de contas. A PEC da Blindagem, ao criar
um "escudo protetor", enfraquece essa obrigação, minando a confiança
da população nas instituições.
O administrador desonesto usou o
cargo em benefício próprio e perdeu a confiança. O mesmo vale para os políticos
que confundem mandato com imunidade. Como Jesus ensina, "quem é infiel
no pouco, também é infiel no muito". Quem não é digno na administração
de bens públicos, não será digno de governar uma nação.
O Voto: Um Ato Espiritual e
Político
"Orem... por todos os que
estão em eminência, para que tenhamos uma vida sossegada e quieta, em toda a
piedade e dignidade" (1 Timóteo 2:1-3). Somos convidados a orar pelas
autoridades, pois suas decisões afetam diretamente a vida do povo. No entanto,
orar não é o bastante; votar também é um ato espiritual e político. Cada voto é
uma semente que pode germinar em justiça ou em pecado.
A PEC da Blindagem atua no
sentido oposto, criando um ambiente onde a impunidade pode prevalecer. Isso
enfraquece o pacto de confiança entre o eleito e o eleitor, pois os
representantes, que deveriam servir, estariam buscando se colocar acima da lei
que deveriam defender.
O voto, nesse contexto, é a
ferramenta mais poderosa que o povo possui para assegurar que a justiça seja
honrada. A decisão de um parlamentar em apoiar a PEC se torna um indicativo de
sua visão sobre o papel da liderança. O eleitor tem a responsabilidade de
ponderar se os candidatos que apoiam essa medida realmente refletem o ideal de
líderes que servem a Deus e ao povo, ou se buscam se eximir da prestação de
contas que é inerente a qualquer cargo de autoridade. O voto é a voz do povo e
a ferramenta para reforçar a convicção de que ninguém está acima da lei.
O Chamado à Responsabilidade
A PEC da Blindagem não é apenas
uma manobra jurídica: é um reflexo da falência moral de parte da classe
política. E a Bíblia não deixa dúvida: líderes que se esquecem da justiça
trazem desgraça ao povo.
O eleitor, portanto, tem uma
escolha:
- Ou entrega o voto como cheque em branco para quem
legisla em causa própria,
- Ou assume seu papel histórico de exigir justiça,
transparência e prestação de contas.
Na urna, cada cidadão decide se a
nação será elevada pela justiça ou rebaixada pelo pecado.
E você, vai votar pela justiça
ou pela blindagem da impunidade?
Veja como votou cada partido.
|
Partido |
Abstenção |
Ausente |
Votos Não |
Votos Sim |
|
Avante |
0 |
0 |
1 |
6 |
|
Cidadania |
0 |
0 |
1 |
3 |
|
MDB |
0 |
2 |
5 |
35 |
|
Novo |
0 |
1 |
4 |
0 |
|
PCdoB |
0 |
0 |
9 |
0 |
|
PDT |
0 |
1 |
5 |
10 |
|
PL |
0 |
5 |
0 |
83 |
|
PP |
0 |
1 |
3 |
46 |
|
PRD |
0 |
0 |
0 |
5 |
|
PSB |
0 |
1 |
6 |
9 |
|
PSD |
0 |
2 |
18 |
25 |
|
PSDB |
0 |
1 |
6 |
6 |
|
PSOL |
0 |
0 |
14 |
0 |
|
PT |
0 |
4 |
51 |
12 |
|
PV |
0 |
0 |
2 |
2 |
|
Podemos |
0 |
0 |
3 |
14 |
|
Rede |
0 |
0 |
1 |
0 |
|
Republicanos |
1 |
2 |
0 |
42 |
|
Solidariedade |
0 |
2 |
1 |
2 |
|
União |
0 |
2 |
4 |
53 |
|
TOTAL |
1 |
24 |
134 |
353 |
NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES NÃO SE
ESQUEÇA DESSA PASSAGEM NA HORA DE VOTAR.
O PODER EMANA DO POVO!
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