terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A FARSA DO "PRESENTE" COM O DINHEIRO DO POVO

 


A FARSA DO "PRESENTE" COM O DINHEIRO DO POVO (O PATRÃO)

Você já viu aquele vídeo nas redes sociais onde o político aparece sorridente ao lado de uma ambulância nova ou de um asfalto começando dizendo: "Obrigado, Deputado Fulano, por enviar essa verba para a nossa cidade"?

Pois é, está na hora de pararmos de bater palma para esse teatro. O que eles chamam de "conquista", a lógica chama de escárnio com o seu bolso.

1. O Dinheiro NÃO é do Deputado

Vamos colocar os pingos nos is: o deputado não "deu" nada. Ele não tirou um centavo do próprio salário para comprar aquela ambulância. Ele apenas carimbou o destino de um recurso que saiu do seu bolso, através do imposto que você paga no combustível, no arroz e na conta de luz.

Imagine a cena: Você entrega o seu cartão de crédito para um funcionário comprar material de escritório. Ele faz a compra e depois volta exigindo que você agradeça a ele pela "extrema generosidade". Faz sentido? É exatamente isso que acontece quando um político faz propaganda de verba pública.

2. A Barganha Política (O Ciclo do Pão e Circo)

Essas emendas não são enviadas por "bondade", mas por estratégia. Na maioria das vezes, o dinheiro é uma moeda de troca:

  • O Deputado manda a verba para o vereador;
  • O Vereador usa a obra para fazer campanha;
  • Ambos garantem a manutenção de seus cargos e do "cabide de empregos" em Brasília.

É o uso do seu dinheiro para financiar a estrutura de poder deles, mantendo o povo distraído com o "circo" da inauguração enquanto o "banquete" continua em Brasília.

3. A Migalha vs. O Banquete

Eles fazem festa para comemorar R$ 100 mil de uma emenda para a saúde local. Parece muito? Agora olhe para o outro lado:

  • Eles gastam R$ 1,6 BILHÃO por ano apenas com assessores e mordomias parlamentares.
  • É a política da migalha: entregam um benefício visual pequeno para que o povo não questione o custo astronômico da elite estatal que drena bilhões lá no topo.

4. Por que o dinheiro precisa "viajar"?

Em vez de comemorar o "favor", o patrão (o povo) deveria perguntar: "Por que o meu dinheiro teve que ir até Brasília, ser mordido pela burocracia, alimentar o luxo de parlamentares e de assessores, para só agora voltar uma parte minúscula para a minha cidade?" “Isso é migalha”

Essa dependência de Brasília é o que mantém o sistema centralizador e controlador. O dinheiro deveria ficar onde a vida acontece: no município. Se o município o arrecadou é onde deveria ficar!

Dignidade não é agradecer pelo que é seu por direito. Dignidade é exigir que o dinheiro do imposto não saia da cidade para sustentar gabinetes de luxo a mil quilômetros de distância.

Da próxima vez que ver um político "doando" verba pública, não diga "obrigado". Diga: "Finalmente devolveu um pouco do que eu paguei. Onde está o resto?"

Brasil, Mostra a Tua Cara!  https://barsilmostrasuacara.blogspot.com/

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