A FARSA DO "PRESENTE" COM O DINHEIRO DO POVO (O
PATRÃO)
Você já viu aquele vídeo nas redes sociais onde o político
aparece sorridente ao lado de uma ambulância nova ou de um asfalto começando
dizendo: "Obrigado, Deputado Fulano, por enviar essa verba para a nossa
cidade"?
Pois é, está na hora de pararmos de bater palma para esse
teatro. O que eles chamam de "conquista", a lógica chama de escárnio
com o seu bolso.
1. O Dinheiro NÃO é do Deputado
Vamos colocar os pingos nos is: o deputado não
"deu" nada. Ele não tirou um centavo do próprio salário para comprar
aquela ambulância. Ele apenas carimbou o destino de um recurso que saiu do seu
bolso, através do imposto que você paga no combustível, no arroz e na conta
de luz.
Imagine a cena: Você entrega o seu cartão de crédito
para um funcionário comprar material de escritório. Ele faz a compra e depois
volta exigindo que você agradeça a ele pela "extrema generosidade".
Faz sentido? É exatamente isso que acontece quando um político faz propaganda
de verba pública.
2. A Barganha Política (O Ciclo do Pão e Circo)
Essas emendas não são enviadas por "bondade", mas
por estratégia. Na maioria das vezes, o dinheiro é uma moeda de troca:
- O
Deputado manda a verba para o vereador;
- O
Vereador usa a obra para fazer campanha;
- Ambos
garantem a manutenção de seus cargos e do "cabide de empregos"
em Brasília.
É o uso do seu dinheiro para financiar a estrutura de
poder deles, mantendo o povo distraído com o "circo" da inauguração
enquanto o "banquete" continua em Brasília.
3. A Migalha vs. O Banquete
Eles fazem festa para comemorar R$ 100 mil de uma
emenda para a saúde local. Parece muito? Agora olhe para o outro lado:
- Eles
gastam R$ 1,6 BILHÃO por ano apenas com assessores e mordomias
parlamentares.
- É a política
da migalha: entregam um benefício visual pequeno para que o povo não
questione o custo astronômico da elite estatal que drena bilhões lá no
topo.
4. Por que o dinheiro precisa "viajar"?
Em vez de comemorar o "favor", o patrão (o povo)
deveria perguntar: "Por que o meu dinheiro teve que ir até Brasília,
ser mordido pela burocracia, alimentar o luxo de parlamentares e de assessores,
para só agora voltar uma parte minúscula para a minha cidade?" “Isso é
migalha”
Essa dependência de Brasília é o que mantém o sistema
centralizador e controlador. O dinheiro deveria ficar onde a vida acontece: no
município. Se o município o arrecadou é onde deveria ficar!
Dignidade não é agradecer pelo que é seu por direito.
Dignidade é exigir que o dinheiro do imposto não saia da cidade para sustentar
gabinetes de luxo a mil quilômetros de distância.
Da próxima vez que ver um político "doando"
verba pública, não diga "obrigado". Diga: "Finalmente devolveu
um pouco do que eu paguei. Onde está o resto?"
Brasil, Mostra a Tua Cara! https://barsilmostrasuacara.blogspot.com/
#AlertaPatrão
#DinheiroPúblico #FimDasEmendas #CustoBrasília #BlogDoRicardo

Nenhum comentário:
Postar um comentário