sexta-feira, 13 de junho de 2025

NA PRÓXIMA ELEIÇÃO NÃO VOU VOTAR EM NINGUÉM!

 

QUANDO O SILÊNCIO DO VOTO VIRA UM MANIFESTO DE RUPTURA.

Cheguei a uma decisão que, para muitos, pode parecer absurda. Mas não é. É pensada, refletida e, acima de tudo, pacífica: na próxima eleição, não vou votar em ninguém.

Não é por apatia. Não é por desinteresse. Muito menos por desinformação. É justamente o contrário: é por estar farto de um sistema político que, ano após ano, eleição após eleição, se alimenta da boa-fé do povo para perpetuar as mesmas práticas, as mesmas estruturas e os mesmos privilégios.

O que está aí não me representa.

O que vemos hoje é um Brasil prisioneiro de um modelo eleitoral falido, dominado por partidos sem ideologia, que viraram meros cartórios de interesses pessoais. Candidatos que prometem mudança, mas, ao assumirem o poder, só repetem o ciclo de barganhas políticas, acordos de bastidores, desvios de finalidade, loteamento de cargos, negociatas com dinheiro público e, como se não bastasse, sustentam os altos custos das mordomias indecentes — tudo bancado com o suor do povo que mal consegue pagar suas próprias contas.

O voto obrigatório não tem nos libertado. Pelo contrário, tem nos aprisionado em uma democracia de fachada.

Quando pressionam o povo dizendo que “é preciso escolher o menos pior”, estão apenas perpetuando o velho jogo. Sempre os mesmos grupos, as mesmas oligarquias, os mesmos acordos sujos que esvaziam o verdadeiro sentido da democracia.

A minha recusa ao voto não é desistência da política — é um ato político.
É um manifesto silencioso contra a manipulação do sistema.

Porque não aceito mais:

  • Escolher entre corruptos de diferentes colorações partidárias.
  • Votar em quem negocia emendas parlamentares em troca de favores pessoais.
  • Financiar com meu voto as mordomias indecentes de parlamentares que vivem muito bem enquanto o povo sobrevive.
  • Me sentir cúmplice de um sistema que usa o voto do povo como aval para seguir nos bastidores servindo a si mesmo.
  • Ver candidatos que se dizem representantes do "bem comum", mas governam para seus próprios interesses ou de seus financiadores.

Enquanto não houver uma reforma política séria, com ética, transparência, responsabilidade fiscal e respeito ao cidadão, recuso-me a legitimar essa engrenagem.

Quero um país onde:

  • O bem comum esteja acima dos projetos pessoais de poder.
  • A corrupção seja punida com rigor, sem acordos de conveniência.
  • O dinheiro público sirva ao povo — e não a castas privilegiadas.
  • Os partidos tenham projeto, ideologia e compromisso com a nação.
  • A educação política forme cidadãos conscientes, não eleitores manipuláveis.

Meu não-voto é um grito pacífico.
É uma ruptura consciente com o sistema que insiste em enganar o povo. É uma forma legítima de resistência diante de uma democracia sequestrada.

Claro, eu sei que muitos dirão: "mas se todos pensarem assim, quem vai governar?".
Respondo: o problema não é o povo não votar — o problema é o que fazem com o nosso voto.

Só quando houver uma pressão real, vinda da indignação coletiva, da recusa popular em ser massa de manobra, é que esse sistema será forçado a mudar.

Meu manifesto é simples:

Não me recuso à política — me recuso à farsa.
Não abandono o Brasil — abandono o circo eleitoral que virou o nosso sistema.
Não é omissão — é um chamado à verdadeira transformação.

Enquanto isso, sigo lutando. No meu trabalho, na minha consciência, na formação de cidadãos críticos. Porque sei que um Brasil diferente só nascerá quando o povo, de fato, tomar o comando.

Brasil, mostra sua cara. Chega de ser refém dos mesmos de sempre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário