terça-feira, 27 de maio de 2025

UM CHAMADO À VERGONHA

 

Por um Brasil que Sirva ao Povo, Não aos Privilegiados

A política brasileira está doente. Não por falta de dinheiro, mas por excesso de privilégio, ausência de limite moral e absoluta desconexão com a realidade da maioria do povo. A sucessão de fatos documentados em três frentes distintas — o escândalo dos gastos parlamentares, a estrutura luxuosa dos três poderes, e os benefícios vitalícios de ex-mandatários — revela mais do que desperdício: revela uma república sequestrada por castas.

De um lado, o Brasil das Regalias e da Desigualdade Social, onde o país que ostenta PIB trilionário não consegue garantir o básico ao seu povo. Um povo que trabalha, paga impostos e adoece em filas de hospital, enquanto parlamentares custam mais de R$ 70 mil por mês, cercados por auxílios, verbas extras, carros, combustíveis e estruturas de gabinete que se multiplicam sem fim.

De outro, a Casta Parlamentar, onde a função pública se transformou em plano de carreira vitalício. Onde os mandatos viram aposentadorias precoces com salários integrais. Onde há privilégios acumulados, sobrepostos e blindados pelo argumento legalista que finge ignorar a ética.

E por fim, o escândalo mais gritante: os Ex-Presidentes e Ex-Parlamentares que seguem vivendo à custa do Estado, mesmo após mandatos polêmicos, condenações, cassações ou até mesmo impeachment. Um país onde até um Collor pode continuar sendo custeado com segurança, carro, verba e serviços oficiais, enquanto o trabalhador que rala 35 anos se aposenta com um salário mutilado.

Esse sistema não é ineficiente. É imoral. Ele não falha por acaso. Ele é projetado para privilegiar poucos e manter o povo na base da pirâmide, desmobilizado e conformado.

Mas isso pode e deve mudar.

Hora de uma Mudança de Postura Política

Político não é nobre. Não é herdeiro de coroa. Não é dono do país. Político é servidor. E como servidor, tem o dever de servir — não de se servir.

O Brasil precisa de representantes que:

  • Enxerguem a função pública como missão social e não como trampolim de riqueza;
  • Façam reformas internas no Legislativo, no Executivo e no Judiciário para cortar as mordomias;
  • Revoguem aposentadorias especiais, pensões políticas, auxílios imorais;
  • Implementem transparência total nos gastos públicos, com auditoria cidadã e participação popular;
  • Proponham leis que obriguem condenações a extinguir os benefícios pós-mandato;
  • Estabeleçam o teto do INSS como regra universal de aposentadoria, inclusive para a classe política.

O Tempo da Tolerância Acabou

O Brasil é um país extraordinário com um povo resiliente, generoso e trabalhador. O que falta não é capacidade. Falta decência lá em cima. Faltam representantes que renunciem aos seus privilégios em nome de um projeto de nação.

Político que se recusa a cortar o próprio privilégio não está a serviço do povo. Está a serviço de si.

Se o Brasil quiser mudar, o primeiro passo é este: os políticos precisam mudar a postura. E a sociedade precisa cobrar isso como prioridade.

Porque um país onde a elite política vive como reis e o povo vive como subalterno, não é uma democracia — é uma farsa.

Chega de fingir que isso é normal.

O Brasil que queremos só virá quando a política voltar a servir ao povo.

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