Por um
Brasil que Sirva ao Povo, Não aos Privilegiados
A política brasileira está
doente. Não por falta de dinheiro, mas por excesso de privilégio, ausência de
limite moral e absoluta desconexão com a realidade da maioria do povo. A
sucessão de fatos documentados em três frentes distintas — o escândalo dos
gastos parlamentares, a estrutura luxuosa dos três poderes, e os benefícios
vitalícios de ex-mandatários — revela mais do que desperdício: revela uma
república sequestrada por castas.
De um lado, o Brasil das Regalias
e da Desigualdade Social, onde o país que ostenta PIB trilionário não consegue
garantir o básico ao seu povo. Um povo que trabalha, paga impostos e adoece em
filas de hospital, enquanto parlamentares custam mais de R$ 70 mil por mês,
cercados por auxílios, verbas extras, carros, combustíveis e estruturas de
gabinete que se multiplicam sem fim.
De outro, a Casta Parlamentar,
onde a função pública se transformou em plano de carreira vitalício. Onde os
mandatos viram aposentadorias precoces com salários integrais. Onde há
privilégios acumulados, sobrepostos e blindados pelo argumento legalista que
finge ignorar a ética.
E por fim, o escândalo mais
gritante: os Ex-Presidentes e Ex-Parlamentares que seguem vivendo à custa do
Estado, mesmo após mandatos polêmicos, condenações, cassações ou até mesmo
impeachment. Um país onde até um Collor pode continuar sendo custeado com segurança,
carro, verba e serviços oficiais, enquanto o trabalhador que rala 35 anos se
aposenta com um salário mutilado.
Esse sistema não é ineficiente. É
imoral. Ele não falha por acaso. Ele é projetado para privilegiar poucos
e manter o povo na base da pirâmide, desmobilizado e conformado.
Mas isso pode e deve mudar.
Hora de uma Mudança de Postura
Política
Político não é nobre. Não é
herdeiro de coroa. Não é dono do país. Político é servidor. E como servidor,
tem o dever de servir — não de se servir.
O Brasil precisa de
representantes que:
- Enxerguem a função pública como missão social
e não como trampolim de riqueza;
- Façam reformas internas no Legislativo, no
Executivo e no Judiciário para cortar as mordomias;
- Revoguem aposentadorias especiais, pensões
políticas, auxílios imorais;
- Implementem transparência total nos gastos
públicos, com auditoria cidadã e participação popular;
- Proponham leis que obriguem condenações a
extinguir os benefícios pós-mandato;
- Estabeleçam o teto do INSS como regra universal
de aposentadoria, inclusive para a classe política.
O Tempo da Tolerância Acabou
O Brasil é um país extraordinário
com um povo resiliente, generoso e trabalhador. O que falta não é capacidade.
Falta decência lá em cima. Faltam representantes que renunciem aos seus
privilégios em nome de um projeto de nação.
Político que se recusa a cortar o
próprio privilégio não está a serviço do povo. Está a serviço de si.
Se o Brasil quiser mudar, o
primeiro passo é este: os políticos precisam mudar a postura. E a
sociedade precisa cobrar isso como prioridade.
Porque um país onde a elite
política vive como reis e o povo vive como subalterno, não é uma democracia
— é uma farsa.
Chega de fingir que isso é
normal.
O Brasil que queremos só virá
quando a política voltar a servir ao povo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário