A Chinelada do Orçamento: O
Dia em que o Congresso Subornou o Povo com o Dinheiro do Povo
Há quase dois séculos, o pensador
Alexis de Tocqueville deixou um aviso sombrio: "A república sobreviverá
até o congresso descobrir que pode subornar o povo com seu próprio
dinheiro". No Brasil de hoje, essa frase deixou de ser uma teoria para
se tornar a nossa realidade mais amarga.
Enquanto o debate público se
distraía com futilidades — as famosas "Havaianas" da vez —, o
Congresso Nacional deu uma verdadeira chinelada na cara de cada brasileiro. O
alvo? O orçamento público. O valor do resgate? 61 bilhões de reais.
O Sequestro do Futuro
Este montante colossal não foi
destinado a um plano nacional de educação ou a uma reforma estrutural da saúde.
Ele foi sequestrado para servir a interesses privados de reeleição. É a
institucionalização do suborno: usa-se o imposto que você pagou no feijão e na
gasolina para financiar a manutenção de quem já está no poder.
Ou acabamos com a farra das
emendas parlamentares sem transparência, ou elas acabarão, em definitivo, com a
nossa democracia.
A Omissão é uma Escolha de
Lado
Diante de um cenário onde o
"balcão de negócios" substitui a gestão pública, não existe lugar
para a neutralidade. Como nos lembrou o líder Desmond Tutu:
"Se você é neutro em
situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor."
Muitos brasileiros justificam sua
inércia dizendo que "não gostam de política". No entanto, a
espiritualidade de Allan Kardec nos ensina que essa passividade tem um custo
kármico: "É na omissão dos bons que os maus prosperam". Quando
os bons se calam, o orçamento é fatiado em silêncio nos gabinetes de Brasília.
O Poder da Decisão
Mesmo quando tudo parece
desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou
lutar, porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o
decidir. - Cora Carolina
Cora Coralina, com a sabedoria de
quem viu a vida em todas as suas cores, escreveu que mesmo quando tudo parece
desabar, o mais importante é o decidir.
A reconstrução do Brasil não
depende apenas de mudar os nomes no Congresso, mas de mudar a nossa postura
diante dele.
- Decidir parar de aceitar
"migalhas" de emendas como se fossem favores.
- Decidir cobrar transparência absoluta sobre
para onde vão os 61 bilhões.
- Decidir que o papel de "público"
no camarote (como dizia Lima Barreto) não nos serve mais.
A Luta pela República
O Brasil está em uma
encruzilhada. De um lado, o caminho do suborno institucionalizado que esvazia o
Estado; do outro, a retomada da cidadania ativa.
A "chinelada" que
levamos deve servir como um despertar. Não podemos ser a geração que assistiu à
morte da República por omissão. O futuro do Brasil não será decidido por quem
tem a caneta nas mãos em Brasília, mas por quem decidir, nas ruas e nas redes,
que o dinheiro do povo deve servir ao povo — e não ao projeto de poder de
poucos.
Assuma o Seu Papel na
Reconstrução!
A neutralidade é o combustível da
tirania. Saiba como fortalecer o Elo da Justiça e agir pela sua nação:
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