O ESTADO NÃO TEM DONO:
OS
PERIGOS DO "POLÍTICO-EMPRESÁRIO"
É uma frase sedutora: "Quem
sabe gerir uma empresa, sabe gerir um país". Eleger um candidato com
perfil estritamente empresarial é um fenômeno comum no Brasil, muitas vezes
impulsionado pelo discurso de que "quem sabe gerir uma empresa, sabe gerir
um país". No Brasil, esse discurso ganha força em tempos de crise,
vendendo a ilusão de que a máquina pública é apenas uma empresa mal
administrada. Mas o Estado não é uma corporação, e o cidadão não é um
funcionário. A transição do mundo
corporativo para a Res Publica (a coisa pública) traz riscos estruturais
que podem corroer a democracia por dentro.
A Confusão entre Lucro e Bem
Comum
O objetivo de uma empresa é o lucro
e a eficiência financeira. O objetivo do Estado é o bem-estar social,
que muitas vezes é "deficitário" financeiramente sob o olhar
contábil.
- O Risco: O empresário pode enxergar áreas
essenciais como saúde e educação apenas como "custos" a serem
cortados. Na política, um serviço que não dá lucro financeiro pode gerar
um lucro social inestimável. Algo que a lógica empresarial ignora
que investir na dignidade de quem carrega a marmita não tem preço, tem
valor.
O Conflito de Interesses
(Promiscuidade Público-Privada)
Este é o risco mais imediato. Um
empresário no poder tem acesso a informações privilegiadas e detém o poder da
caneta sobre setores que podem beneficiar seus próprios negócios ou os de seus
aliados.
- O Risco: É a chamada "Captura do
Estado". O Palácio passa a trabalhar para aumentar o patrimônio
da casta empresarial através de leis e desonerações sob medida, leis e
desonerações fiscais que favorecem o setor de onde ele veio, enquanto a
proteção ao trabalhador é desmontada em nome da "produtividade".
É o que chamamos de "captura do Estado", onde o Parlamento passa
a trabalhar para aumentar o patrimônio da casta empresarial em vez de
proteger a marmita do trabalhador.
A Ojeriza ao Debate e a
"Democratura"
Em uma empresa, a estrutura é
vertical e autocrática: o dono , o patrão manda e os funcionários obedecem. Na
política, a estrutura é horizontal: exige negociação com o Congresso, o
Judiciário e a sociedade civil.
- O Risco: O empresário-político tende a ver o
debate e os ritos democráticos como "perda de tempo" ou
"burocracia". Isso abre as portas para a Democratura,
onde ele tenta governar por decretos, ignorando a fiscalização e tratando
o cidadão como um subordinado, um funcionário que deve apenas obedecer, que
não tem o direito de questionar as ordens do "chefe".
A Privatização do Estado
(Patrimonialismo)
Existe o risco real de o
governante tratar a máquina pública como sua propriedade privada, confundindo o
patrimônio do povo com o seu.
- O Risco: A utilização da estrutura estatal
para marketing pessoal e a contratação de de amigos e aliados para cargos
técnicos (nepotismo cruzado ou político). O eleitor deixa de ser um
cidadão com direitos e passa a ser tratado como um "cliente" a
ser enganado por técnicas de venda e não como um cidadão com direitos.
5A Falácia da "Gestão
Técnica"
Muitos empresários se elegem
prometendo uma gestão "sem política". No entanto, no Estado, tudo
é política.
- O Risco: Ao tentar eliminar a política, o
empresário acaba entregando o governo a tecnocratas sem sensibilidade
social. Pior: por não dominar a negociação republicana, ele frequentemente
acaba rendido ao fisiologismo mais baixo para conseguir governar,
traindo a promessa de "pureza" administrativa, já que não possui
habilidade de negociação republicana.
O Dono vs. O Gestor
O risco não é o fato de o
candidato ser empresário, risco real não é a profissão original do candidato,
mas a sua incapacidade de entender que o Estado não tem dono. Quando a
lógica do "chefe" entra no Palácio, a transparência costuma sair pela
janela.
Para que um empresário seja um bom político, ele precisa deixar o seu CNPJ na porta. Ele deve entender que, na vida pública, o sucesso não se mede pelo saldo bancário do tesouro, mas pela justiça e pela fartura na mesa de quem carrega a marmita. O Brasil não precisa de um dono; precisa de servidores que respeitem a ética e a vontade do povo.
A libertação começa pelo conhecimento. Conheça as ferramentas para essa jornada:
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"A maior honra que ambiciono é que este ensaio contribua para o seu esclarecimento." — Ricardo Laporta
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